Quinta-feira, Julho 27, 2006


Arquitetura

Luxo e tranqüilidade em flats de alto padrão



Envolvendo mais de US$ 2 bilhões e 1 milhão de moradores nos Estados Unidos, o mercado de residenciais de luxo para a terceira idade, chamado de senior´s house, ganha espaço no Brasil. Construídos de maneira a facilitar a movimentação do idoso dentro e fora de casa, esses flats contam com serviço médico, de hotelaria e lazer.

O Residencial Santa Catarina, em São Paulo, é um dos mais procurados na cidade por quem quer envelhecer com tranqüilidade (e pode pagar por isto). Inaugurado em 2000, focado em moradores de classes A e AB, o residencial possui 125 apartamentos de alto padrão compostos por sala de estar, dormitório, copa e banheiro. O espaço ainda abriga sala de cinema, dois restaurantes, piscina, orquidário, boulevard arborizado, jardim, biblioteca, salão de jogos, bar e viveiro.

Nestes flats, a mensalidade varia de R$ 5 mil a R$ 13 mil. É um investimento que vale a pena? Os que podem pagar, dizem que sim. Nelson Daher, 86 anos, morador do residencial Santa Catarina não hesita – “O investimento vale a pena. Não preciso me preocupar com nada. Se acho que a água está fria, é só ligar na portaria que eles providenciam um eletricista. Não preciso procurar ninguém, tenho médicos a qualquer hora, motorista para me levar para qualquer lugar”.

O outro lado da moeda

Na mesma cidade dos flats de alto padrão, existem outras 972 mil pessoas com mais de 65 anos. Destas, 51,6% tem renda inferior a dois salários mínimos e 60% são responsáveis pela família.

Em 1994, o Estado criou a Política Nacional do Idoso determinando que compete aos órgãos públicos, entre outras funções, estimular a criação de locais de atendimento ao idoso, casa-lar e atendimento domiciliar.
Em resposta, a prefeitura da cidade de São Paulo criou, em 2004, o projeto piloto “Condomínio República da Melhor Idade”. Os 66 apartamentos adaptados para a terceira idade no bairro do Cambuci, em São Paulo, foram sorteados entre os inscritos, que pagam uma mensalidade de R$ 39,00 e podem abrigar consigo até três familiares.

Mas, este é apenas um projeto experimental e não há previsão para a construção de novas unidades



Arquitetura

Para envelhecer em casa

“Nós envelhecemos, as coisas mudam, mas a casa fica igual. Simples mudanças podem garantir mais segurança para a terceira idade”.


O brasileiro está vivendo mais. Em 1940, a expectativa de vida da população era de 45 anos, hoje este número aumentou para 71 e a previsão é que até 2050 a expectativa de vida seja de 85 anos.

Com 13 milhões de pessoas com idade superior a 65 anos e projeções apontando um aumento para 25 milhões, em duas décadas o Brasil alcançará a sexta posição entre os países com maior população idosa no mundo.

Mas, longe do esteriótipo de “vovozinhos frágeis e doentes”, esta fatia da população brasileira chamada de Terceira Idade (ou Melhor Idade) quer, além de uma vida saudável, manter sua independência.
Para isso, a preocupação não se restringe a estar livre de doenças. Manter o espaço habitado seguro para que as atividades dentro e fora de casa continuem a serem feitas com liberdade, também é de extrema importância.

Quem nunca pensou em modificar o tamanho da porta da residência, altura das
tomadas, escolher pisos que não escorregam, é chegada a hora de analisar como estas pequenas mudanças contribuem para melhorar a qualidade de vida de quem já está ou entrará na “casa dos 60”.

Arquitetura e envelhecimento

Uma casa projetada para alguém de 20 anos não será a mesma se projetada para outra de 80 anos. Aliás, não deveria ser. Os anos passam, as necessidades e capacidades dos indivíduos mudam, mas a casa não. Conseqüência: falta segurança para desenvolver atividades cotidianas e a independência diminui.

De acordo com o Sistema Único de Saúde – SUS, um terço dos atendimentos de lesões traumáticas nos hospitais da rede vem de pacientes com idade superior a 65 anos. Destas lesões, 75% acontecem dentro de casa, principalmente no trajeto quarto-banheiro, durante a noite (46%), a partir de situações que poderiam ser evitadas. A queda é a sexta causa de óbitos em pacientes idosos, sendo o quadril e o punho as áreas mais comprometidas.

Convidada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e pensando nesses dados, a arquiteta Cybele Barros lançou em 1999, o conceito Casa Segura. “Quando minha avó adoeceu, comecei a analisar as situações decorrentes de um projeto onde não se pensou seriamente nas modificações que a vida impõe. O conceito Casa Segura veio em 1999, Ano Internacional do Idoso, através de uma parceria com a Sociedade Brasileira de Ortopedia que me convidou a pensar em um tema que pudesse prevenir a queda de idosos dentro de casa”, conta Cybele.

Com medidas simples, o conceito Casa Segura mostra como é possível adaptar a residência (desde a disposição de móveis até o sistema de iluminação) para facilitar as atividades e garantir a segurança do morador.
Confira as dicas e tente identificar nas fotos quais são as mudanças imediatas que podem ser feitas em nossa casa-modelo.

Quarto

- Instale um
interruptor ao lado da cama em um local de fácil acessoPara encontrá-los com facilidade, dê preferência aos que brilham no escuro;
- Para prevenção, tenha uma lanterna ao lado da cama;
- Procure fechaduras com design simples (reto) para facilitar a abertura das portas. Maçanetas redondas podem prejudicar as articulações devido a força aplicada para a abertura;
-Poltronas ou cadeiras são bem-vindas, no momento de calçar os sapatos. Não utilize poltronas baixas e escolha uma densidade mais firme para a almofada.

Sala

- Paredes claras e
lâmpadas fortes contribuem para melhorar a visibilidade;
- O ideal é que sofás e poltronas tenham uma altura de 50 cm, profundidade de 70cm a 80cm e almofadas com densidade moderada;
- Evite fios elétricos e de telefone soltos ou mesmo cruzando o caminho;
- Deixe a área de maior circulação livre de móveis ou objetos;
- As tomadas da casa devem estar sempre na altura próxima aos cotovelos (1,10m a 1,30m);
- Não deixa tapetes soltos, principalmente em áreas de maior movimento;
- Prenda-os com fita antiderrapante ou troque-os por outros que já possuam esta segurança;

Cozinha

- Prefira mesas com cantos arredondados para evitar batidas.
- Utensílios bastante utilizados devem ficar em prateleiras que, para alcançá-los, não seja necessário levantar-se ou abaixar-se muito;
- O botijão de gás deve ficar fora da cozinha;
- Muita atenção para o
piso. Se ele é escorregadio, procure resinas próprias para aumentar a rugosidade. No mercado, existem muitos tipos que podem, inclusive, ser aplicados pelo próprio morador.

Banheiro

- O vilão da casa merece cuidados especiais, a começar pelo
piso. Os antiderrapantes são os mais indicados;
- Para aumentar a segurança, coloque um tapete com ventosas na área do chuveiro e fitas antiderrapantes em pontos como a saída do box e área do vaso sanitário;
- As barras de apoio são essenciais. Elas devem estar em áreas próximas ao vaso sanitário e chuveiro em uma altura entre 1,10m e 1,30m;
- Uma cadeira de plástico ou banco auxilia o equilíbrio durante o banho;
- Assim como as maçanetas, evite torneiras em forma de esfera. As mais indicadas são as de alavanca ou estilo Belle Époque;

Corredores e escadas

- O ideal é que a casa tenha o mínimo de escadas possível. Se tiver, não deixe tapetes no começo e final dela. Coloque
fitas antiderrapante nos degraus e não deixe de instalar um corrimão. Interruptores no começo e fim da escada também são essenciais;
- O corredor, principalmente aquele que liga o banheiro ao quarto, deve estar livre de móveis e objetos que atrapalhem o caminho. O mais importante é a iluminação. Uma alternativa eficaz para a segurança é instalar sensores. Assim, ninguém se arrisca a fazer o percurso no escuro.

Segunda-feira, Julho 24, 2006

Panorama da Construção Civil em 2006

Setor da construção civil continua crescendo, mas população ainda encontra dificuldades em construir

Ao que tudo indica, o setor da Construção Civil está crescendo de forma satisfatória nos últimos anos, e a previsão é que ele continue crescendo. É o que aponta a pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) com o aval do IBOPE Solution sobre o mercado de material de construção no Brasil.

Publicada em maio deste ano, a pesquisa aponta que o Construbussiness - correspondente a junção de itens como construção, materiais de construção e serviços – representa 15,5% do PIB brasileiro (somatória de toda a riqueza produzida pelo país), empregando cerca de 15 milhões de pessoas e previsão de faturamento de R$ 35bi em 2006.

No que diz respeito a venda de materiais de construção, ficou comprovado que o mercado é composto, predominantemente, por lojas de pequeno porte. Cerca de 86.000 lojas, (correspondente a 82%) possuem menos de 5 mil itens a serem vendidos e um número de funcionários que não ultrapassa cinco pessoas. Os chamados “grandes home centers” respondem por apenas 3% do total de lojas. Só o estado de São Paulo abriga 47% das 105 mil lojas de materiais de construção espalhadas pelo Brasil.

Habitação

Embora o setor da Construção Civil esteja crescendo, a pesquisa revela que o brasileiro ainda encontra dificuldades em construir sua casa com ajuda de profissionais especializados ou mesmo financiar uma casa já pronta.

O IBGE aponta que 77% das construções produzidas no Brasil são feitas através do regime de auto-gestão: como a maioria dos brasileiros não possui condições financeiras para adquirir um imóvel, os próprios consumidores compram os materiais e, com a ajuda de terceiros, aumentam um cômodo, reformam ou constroem a própria moradia. Essa forma de construção auto-gerida movimentam cerca de R$ 48bi e o número de habitações chega a 700 mil contra apenas 100 mil feitas através de construtoras.

Com uma população estimada em 179 milhões de pessoas, o Brasil conta com 45 milhões de domicílio. Desse total, 7,5 milhões não possuem banheiros e 18% não têm rede geral de abastecimento de água.


Decoração

Em busca da beleza


Comercializadas desde a idade média, o cultivo destas flores exige persistência



No mundo, existem mais de 20 mil espécies de orquídeas, a maioria delas encontrada em países de clima tropical. Brasil, Colômbia e Equador são os países que possuem maior número de espécies, totalizando sete mil.

Com tantas espécies, é possível encontrar as mais variadas formas e tamanhos de flores, desde as que não ultrapassam o tamanho da cabeça de um alfinete, como a Barbrodria miersii, (a menor orquídea do mundo) e outras com flores de quarenta centímetros de diâmetro, como a Angraecum sesquipedale, originária de Madagascar (costa leste da África).

Os aficionados por orquídeas

Théo de Sousa Machado é uma das milhares de pessoas apaixonadas por orquídeas. Com 27 anos de cultivo, 500 espécies e 1500 plantas, este orquidófilo (como são conhecidos os apaixonados por orquídeas) dá as dicas para cultivo da planta:

ObraWeb - Quanto tempo uma orquídea demora para se tornar adulta e florescer?
Théo - Existem espécies que ainda dentro dos frascos de germinação levam mais ou menos um ano para florescer. Outras, como algumas vandas, levam oito anos. Digamos que cinco anos seria uma média aproximada.

ObraWeb - Qual é o tempo médio de vida de uma orquídea? E quanto tempo dura sua floração?
Théo - Se bem cuidada, uma orquídea será uma planta eterna. Quanto às flores, o tempo varia de 24 horas que é o caso da vanilla, até 70 dias ou mais como as phaleonopsis.

ObraWeb - Quais são os cuidados básicos que as pessoas devem tomar para ter uma orquídea saudável e que floresça sempre?
Théo - Ela precisa de luz, umidade e alimentação, que são as mesmas coisas de que precisamos. A maioria delas gosta de muita luz, isso é um fator primordial para sua floração, mas cuidado para que o sol não pegue diretamente nelas.

ObraWeb - É possível cultivá-las em apartamentos ou dentro de casa?
Théo - Perfeitamente. Algumas espécies como orquídea borboleta (phaleonopisis), sapatinho (paphiopedilum), bailarinas (oncidiuns) sem problema algum. As phalenos adoram banheiros. Outras espécies também podem ser cultivadas em casa, desde que colocadas em uma varanda onde pegue sol da manhã ( até 8h) ou o sol da tardinha.

ObraWeb - Como e quantas vezes ela deve ser regada?
Théo - A maioria das orquídeas não gosta de ficar encharcada. Portanto, para uma nova rega é preciso esperar o substrato escorrer bem, sem, contudo, estar seco demais e ter o cuidado de no inverno molhar pela manhã e no verão a tarde.

ObraWeb - Na hora da compra, o que é preciso observar para levar uma orquídea saudável?
Théo - Plantas sem manchas nas folhas, bem enraizadas e as folhas não devem estar enrugadas, que seria um sinal de desidratação.

ObraWeb - Qual é o custo médio de uma orquídea?
Théo - Isto é muito relativo. Depende muito da qualidade da flor e da espécie. Por exemplo, híbridos de cattleya custam de R$10,00 a R$ 20,00. Já mudas de Cattleya walkeriana, a famosa “feiticeira” custam em média R$ 250,00 e demoraram quatro anos para florescer.

ObraWeb - Como começou essa sua paixão por orquídeas?
Théo - Minha mãe tinha um caramanchão, como ela chamava, cheio de plantas, de todas as espécies, de avencas a orquídeas, de margaridas a gladíolos. Sempre ajudei a cuidar delas e tinha uma atração especial pelas orquídeas. Achava interessante a floração, seu jeito de se desenvolver. Com 17 anos fui a uma pescaria e, na beira do Rio Pará, encontrei muitas orquídeas, algumas com flores e muitas caídas. Estas caídas em galhos secos, eu levei para casa. Várias morreram, mas fui observando e com isto aprendendo com elas.

Magias e mistérios da planta

De acordo com a mitologia grega, a origem da palavra orquídea vem de Orchis. Filho de uma ninfa com um sátiro (habitante das florestas, com chifres curtos e pés de bode), Orchis foi assassinado pelas sacerdotisas de Baco, deus do vinho. Por causa das preces de seu pai, Orchis foi transformado em uma flor que agora leva o seu nome: orquídea.

Ainda diz a lenda, que bruxas utilizavam as raízes das orquídeas para criar poções mágicas para os que buscavam o amor e a paixão. Tais raízes são associadas aos testículos humanos e desde a idade média são vistas como plantas afrodisíacas, capazes de auxiliar na produção de bebês do sexo masculino.

Segunda-feira, Julho 17, 2006


Decoração

Elas trazem beleza e qualidade de vida para sua casa

As plantas melhoram a qualidade do ar, embelezam o ambiente e, de quebra, tranquilizam quem as cultiva

As plantas artificiais são comuns nas residências, principalmente em apartamentos. São vistas como uma maneira prática de colorir o ambiente, se encaixam perfeitamente no cotidiano de quem vive na correria e acredita, principalmente, que o lugar delas (as verdadeiras) é fora de casa. Mas se a desculpa para não tê-las em casa é essa, já pode começar a inventar outra. E se a outra desculpa for falta tempo, você verá que não é necessário dispensar mais que dez minutos por dia para cuidar de seus vasos e criar um ambiente repleto de beleza, aroma e tranqüilidade em seu lar.

Escolhendo os lugares certos

Embora os ambientes fechados possuam vários fatores que podem prejudicar o desenvolvimento das plantas, como falta de luz do sol e má ventilação, é possível sim ter uma variedade delas em casa. Para isso, basta escolher as espécies mais resistentes a essas condições adversas. A maioria, se desenvolve em locais bem iluminados, mas sem receber a luz direta do sol, como é o caso da violeta e orquídeas. Outras, se adaptam melhor a ambientes úmidos e nunca com luz do sol direta, como as samambaias e avencas. Confira o quadro com as condições mais adequadas para algumas espécies:

Antúrio Luz indireta em grande quantidade
Árvore- da-felicidade Luz indireta em grande quantidade
Azaléia Luz indireta em grande quantidade
Begônias Poucas horas de luz por dia
Bromélias Poucas horas de luz por dia
Caladium Luz indireta em grande quantidade
Crisântemos Luz indireta em grande quantidade
Flor-de-maio Poucas horas de luz por dia
Gérbera Poucas horas de luz por dia
Hortênsia Luz direta em grande quantidade
Kalanchoe Luz direta em grande quantidade
Lírio-da-paz Poucas horas de luz por dia
Lírios Luz indireta em grande quantidade]

A casa toda florida

Em todo cantinho da casa cabe uma planta. Pode ser uma violeta na janela, um bonsai ou uma árvore-da-felicidade. O importante é estar atento a luminosidade do local e encontrar a que mais se adapta ao cantinho escolhido. Antes de conferir as dicas, vale lembrar que é preciso de alguns cuidados em relação à dengue: nunca acumule água nos pratinhos dos vasos, encha-os de areia para que ela absorva a água que escorrerá do vaso, evitando assim que o mosquito da dengue deposite seus ovos ali.

Cozinha
Esta costuma ser uma parte bem iluminada da casa, por isso a dica é escolher plantas que gostem de bastante luz. Em um vaso, com mais ou menos 40 cm de diâmetro, plante chás como menta, camomila, boldo ou temperos como manjericão e alecrim. Depois de preparar a terra e plantar as mudas, coloque folhas secas ou pedrinhas em volta do vaso para decorar. Não esqueça de regá-las uma vez ao dia.


Se preferir flores, a violeta é uma opção. Atualmente, existem cerca de 6 mil variedades dela. Mas fique atento porque esta planta, se cultivada em locais com pouca iluminação, produzirá apenas folhas e nenhuma floração. Por outro lado, se receber muita iluminação, suas folhas ficaram amarelas com as bordas queimadas. O melhor a fazer é colocá-la próxima de uma janela que receba a luz do sol pela manhã, e girar sempre o vaso para que ela cresça uniformemente. Na hora de regar, procure jogar água apenas na terra, não nas folhas, ou no pratinho da planta, e não deixe a planta encharcada porque isso contribui para o apodrecimento das raízes e folhas.

Banheiro

Até o banheiro pode e deve ter plantas. De acordo com o Feng Shui (técnica que visa harmonizar o espaço com influências naturais), o banheiro suga toda a energia vital que nele entre. Inclusive, acredita-se que, se a porta do banheiro permanecer aberta, a energia vital da casa também é sugada, causando problemas de saúde, no trabalho e estudo.


Portanto, uma maneira de combater tal influência negativa é colocar plantas nesta área, principalmente as que cresçam para cima, para que elas auxiliem no equilíbrio das energias, uma vez que o banheiro tem água, e a água tem polaridade Yin (negativa) e estas plantas tem polaridade yang (positivas).

A avenca se adapta muito bem a locais úmidos. Conhecida por sua fragilidade, é muito procurada por se acreditar que ela espanta mau-olhado e absorve a energia ruim do local. Quando murcham, é sinal de que alguém invejoso estava no ambiente. Mantenha-as longe da luz do sol direta e não as regue em demasia.


Quarto

Uma boa opção para enfeitar o quarto é ter uma jardineira. A escolha das espécies a serem plantadas depende, principalmente, da intensidade de luz do local. Quando há muita incidência de luz solar, pode-se optar por gerânios, trepadeiras, petúnias. Se há iluminação, mas não incidência direta dos raios de sol, plante um lírio da paz.


Prepare a jardineira depositando algumas pedras ou argila estendida no fundo para ajudar na drenagem. Depois, coloque três partes iguais de areia, húmus e terra vegetal. Coloque as mudas espaçadamente e preencha com o restante da terra. A rega deve acontecer uma vez ao dia.


Sala

Por ser um local onde a família se reúne e recebe os amigos, nada melhor que enchê-la de beleza e alegria. As flores são a melhor opção para garantir essas sensações. Se a sua sala for bem iluminada, recebe luz do sol direta pela manhã ou no final da tarde e arejada, fique feliz porque você encontrou um ambiente ideal para muitas flores.


Como são muitos os tipos, oferecemos algumas dicas de flores que combinam com seu signo ou quem sabe as que estão em alta no inverno. Confira:

As flores de cada signo:

Aries - cravo vermelho
Touro - rosa cor-de-rosa
Gêmeos - crisântemo
Câncer - rosa branca
Leão - papoula, margarida
Virgem - crisântemo
Libra - rosa cor-de-rosa, narciso
Escorpião - crisântemo, copo-de-leite
Sargitário - hortênsia, amor-perfeito
Capricórnio - flor-de-lótus
Aquário - Estrelitzia
Peixes - violeta, lívio-branco


Floração em pleno inverno
Azaléia (Rhododendron indicum)

Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima)
Delfínio ou esporinha (Delphinium ajacis)
Giesta (Spartium junceum) Glicínia (Wisteria sinensis)
Jasmim-amarelo (Jasminum primulinum)
Jasmim-manga (Plumeria sp.)
Kalanchoe ou gordinha (Kalanchoe blossfeldiana)
Orquídea Cymbídio (Cymbidium híbrido)






Antes das férias, tenha certeza que sua casa estará segura

Não importa se é apartamento ou casa, com algumas medidas de segurança sua residência fica protegida durante as férias.


As férias das crianças chegaram e muitas famílias aproveitam esta época do ano para viajar. Para curtir esse período de descanso, além de planejar um roteiro confiável, é preciso ter alguns cuidados básicos para garantir a segurança da residência enquanto a família estiver fora.

Apartamento - Mesmo quem mora em apartamentos que, a primeira vista, parecem mais seguros por conta de condomínio, porteiros, seguranças e zeladores deve se prevenir. Ana Paula Pellegrino, da ADBENS Imóveis, afirma que a adoção de medidas simples representa um alívio para quem pretende viajar. “Ao sair de férias nunca deixe cópia das chaves do seu imóvel na portaria ou com empregados domésticos que não sejam de extrema confiança. O condomínio não pode se responsabilizar pela guarda das chaves das unidades autônomas”, alerta Ana Paula.

Uma outra medida importante é evitar comentar sobre a viagem perto de pessoas estranhas e levar as bagagens para o carro de maneira discreta. “Jamais comente sobre a data da saída nem do retorno das férias. Peça para suspender a entrega de jornais, transfira ligações do telefone fixo para o celular e peça para um vizinho recolher a correspondência que chegar”, diz Ana Paula.

Casa - Assim como em condomínios, é recomendado suspender o envio de correspondência em casa para não evidenciar a ausência dos moradores. Outras medidas importantes consistem em entregar uma cópia da chave para vizinhos (de confiança) ou parentes para eventuais emergências, deixar acesas as luzes externas da casa (dê preferência a luzes com sensores para economizar energia e mantê-las acessas somente quando necessário) e guardar em cofres bancários grandes quantias em dinheiro ou objetos de valor.


Prevenindo-se com antecedência

Para quem ainda tem tempo e está disposto a gastar um pouco mais, o mercado oferece diversos sistemas de segurança que vão desde alarmes e cercas eletrificadas até circuito fechado de televisão monitorado via Internet. Existem empresas que, além de monitorar a residência, oferecem ao cliente socorro médico em emergências e serviços extras como chaveiro, encanador e eletricista.

De acordo com a Associação Brasileira de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), existem cerca de 7 mil empresas de segurança residencial no Brasil, 3 mil delas só no estado de São Paulo.

Mas não adianta sair por aí comprando alarmes e não ter um sistema que monitore sua casa. O ideal é procurar uma empresa e, com a ajuda de profissionais, determinar qual é o sistema de segurança ideal, analisando fatores como localização, tamanho e layout do imóvel ou se já existe um sistema de segurança na rua, por exemplo.

Geralmente, tais empresas costumam enviar funcionários especializados para fazer esse levantamento e depois sugerirem um sistema condizente com as necessidades da residência. Os custos também variam de acordo com o sistema implantado e, geralmente, as empresas cobram uma mensalidade de acordo com o plano escolhido. Quanto aos equipamentos, eles podem ser comprados ou ficarem sob comodato.


Confira os sistemas de segurança mais utilizados e seus custos

Alarmes e monitoramento 24 horas
Para quem não quer gastar muito...

Existem sistemas para todas as necessidades e todos os bolsos. Para a Abese, o melhor sistema relacionando custo e benefício é o de alarme e monitoramento 24 horas – são instalados alarmes que detectam seja por vibração, ondas de calor ou “rompimento” de uma linha de infravermelho a movimentação de pessoas dentro de casa ou a abertura de portas e janelas durante o período em que o alarme estiver programado (ou “armado” como se costuma dizer).

GPRS - Através de um sistema de monitoramento, sempre que as sirenes dispararem a central é avisada e as providências são tomadas, como contato com o cliente, acionamento da polícia. Para garantir a total comunicação entre a central e o cliente, Vanderlei Gaido da ADT Brasil sugere o monitoramento via GPRS. “O sistema GPRS garante que, se houver um corte na linha telefônica do cliente, a comunicação não seja cortada também porque o monitoramento é feito através de ondas vindas de torres de celulares. Além disso, o acréscimo na mensalidade para monitoramento é de apenas 20% e o cliente não precisa mais adquirir uma linha pós-paga de celular como antes”.

Custo - O custo é de aproximadamente R$ 1.000,00, contando com instalação, painel de controle e sirene. Depois, existe uma mensalidade para o monitoramento. Para economizar, é possível optar pelo sistema de comodato “o cliente pode comprar os equipamentos (alarmes e sirenes) e nós deixamos o painel de controle (peça mais cara) em comodato. Neste caso, a compra dos equipamentos custará aproximadamente R$ 180,00 e a mensalidade mínima de R$ 90,00 que abrange monitoramento, manutenção e serviços de emergência”, diz Vanderlei.


Circuito Fechado de TV - CFTV
Para quem não quer perder nenhum movimento...


Longe de serem vistos apenas em filmes de espionagem, os CFTV já estão presentes em muitas residências brasileiras. Os componentes básicos desse sistema são câmeras e monitores e, assim como em qualquer outra instalação de sistemas de segurança, o CFTV deve atender as necessidades de cada residência e, por isso, o tipo da câmera e o acesso às informações são variados.

De acordo com a Associação Brasileira de Automação (Aureside), é preciso fazer algumas considerações ao escolher o tipo de câmera: “Se for de uso interno, as escolhas são bem mais simples, mas se o seu uso for externo, a seleção será mais complicada. Por exemplo, se a câmera vai ficar sujeita a chuva e sol, será necessária uma câmera totalmente a prova d`água, ou pelo menos um protetor à prova d´água”

O posicionamento das câmeras também é imprescindível, e o correto é que ela tenha um campo de visão que cubra toda a área que se deseja monitorar. Deve-se evitar também fontes de luz no campo de visão da câmera para que as imagens não sejam prejudicadas.

Os monitores podem ser de computadores, televisões dedicadas apenas ao monitoramento ou sistemas ligados à TV de casa mesmo. Para o monitoramento, existem softwares específicos que permitem a visualização e gravação das imagens e outros que permitem um acompanhamento on-line dos acontecimentos.

Custo - O valor de um sistema de CFTV constituído por um monitor, quatro câmeras e um sistema competente de gravação (placa de captura de imagem no computador) sai a partir de R$ 3 mil, instalado.


Cerca Elétrica
Polêmica, a cerca elétrica causa medo...


Muito se discute sobre o uso de cercas elétricas em residências (as chamadas proteção de perímetro), já que uma voltagem muito alta pode provocar a morte. Ainda não há uma legislação que estabeleça como utilizá-la e em cada cidade existem normas diferentes.

O que é consenso por enquanto, é que as cercas elétricas devem emitir apenas um choque inibidor, ou seja, o invasor recebe um pulso de alta tensão (aproximadamente 8000 volts) mas com uma corrente muito baixa (0,02 Ampar) causando apenas susto, sem prejudicar a integridade física do invasor. Além disso, placas sinalizando que há cerca elétrica devem ser posicionadas em locais visíveis.

Custo - De acordo com a Abese, o valor da instalação é de R$ 500,00 e o metro linear custa R$ 11,00.

Panorama da Construção Civil em 2006
Setor da construção civil continua crescendo, mas população ainda encontra dificuldades em construir”

Ao que tudo indica, o setor da Construção Civil está crescendo de forma satisfatória nos últimos anos e a previsão é que ele continue crescendo. É isso que aponta a pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) com o aval do IBOPE Solution sobre o mercado de material de construção no Brasil.

Publicada em maio deste ano, a pesquisa aponta que o Construbussiness - correspondente a junção de itens como construção, materiais de construção e serviços – representa 15,5% do PIB brasileiro (somatória de toda a riqueza produzida pelo país), empregando cerca de 15 milhões de pessoas e previsão de faturamento de R$ 35bi em 2006.

No que diz respeito a venda de materiais de construção, ficou comprovado que o mercado é composto, predominantemente, por lojas de pequeno porte. Cerca de 86.000 lojas(correspondente a 82%) possuem menos de 5 mil itens a serem vendidos e um número de funcionários que não ultrapassa cinco pessoas. Os chamados “grandes home centers” respondem por apenas 3% do total de lojas. Só o estado de São Paulo abriga 47% das 105 mil lojas de materiais de construção espalhadas pelo Brasil.

Habitação

Embora o setor da Construção Civil esteja crescendo, a pesquisa revela que o brasileiro ainda encontra dificuldades em construir sua casa com ajuda de profissionais especializados ou mesmo financiar uma casa já pronta.

O IBGE aponta que 77% das construções produzidas no Brasil são feitas através do regime de auto-gestão: como a maioria dos brasileiros não possui condições financeiras para adquirir um imóvel, os próprios consumidores compram os materiais e, com a ajuda de terceiros, aumentam um cômodo, reformam ou constroem a própria moradia. Essa forma de construção auto-gerida movimentam cerca de R$ 48bi e o número de habitações chega a 700 mil contra apenas 100 mil feitas através de construtoras.

Com uma população estimada em 179 milhões de pessoas, o Brasil conta com 45 milhões de domicílio. Desse total, 7,5 milhões não possue banheiros e 18% não dispõe de rede geral de abastecimento de água.
Nova resolução da ANVISA fiscaliza fabricação e venda de produtos com substâncias inalantes prejudiciais à saúde

Desde o dia 15 de junho, está em vigor a resolução 345/2005 determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, que dita as novas formas de fabricação, controle e venda de produtos que contenham substâncias inalantes capazes de prejudicar o sistema nervoso central como “thinner”, colas, adesivos e corretivos.

A ANVISA quer com essa medida, reduzir as taxas de intoxicações e, principalmente, o uso desses materiais como drogas. De acordo com a resolução, não será permitida a venda desses produtos para menores de 18 anos e, no momento da venda, deve ser preenchida uma ficha com os dados do comprador entre eles CPF e endereço. Além disso, o lojista deve inserir em cada produto uma identificação contendo número de controle, razão social, CNPJ e endereço para possíveis fiscalizações da ANVISA. Os lojistas têm um prazo de até 180 dias para aplicarem as novas regras. Antes da resolução e das providências, um dos poucos produtos restritos para venda nas lojas de material de construção é a cola de sapateiro.

Já os fabricantes devem inserir nos rótulos das embalagens frases de advertência como “Venda de proibida para menores de 18 anos” e “A inalação deste produto pode causar a morte”, além de figuras ilustrativas. Para os fabricantes, o prazo para adequação das embalagens é até 15 de dezembro de 2006.

Em nota, a Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção – Anamaco recomendou a seus associados a suspensão da venda dos produtos estipulados pela ANVISA devido a dificuldade de cumprir as determinações da resolução.

A Anamaco argumenta que, além de dificultar a operacionalidade das revendas, etiquetar as embalagens não traz nenhuma segurança de cumprimento das normas, uma vez que elas podem ser facilmente removidas após a compra. Com essa decisão, o consumidor terá dificuldades em encontrar “thinner”, colas, adesivos e outros produtos apontados pela Anvisa.